quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Desejos cruzados..

As estrelas recolheram solitárias
e a Lua lasciva deitou-se no mar.
(O mar que só Ela serenava.)
(O confidente dos seus mistérios.)
Uma brisa corria apressada..
soletrada no sabor da noite
aprisionada..
na penumbra das tuas lágrimas.
Cheiravam a saudade!
Saudade de quem te contempla
noite após noite..
(Infinita ausência de quem
te abraça e conhece como ninguêm)
Sabiam a volúpia!
Volúpia de quem se perde
no devaneio dos teus labirintos
Sabem a desejo..
O desejo de quem mora na tua pele.

Alexandra.

sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Sentidos mudos..

Beija-me no silêncio da tua boca
aqui, ali... sem pensar num depois.
Bebe estas palavras, salva-me
desta escuridão nefasta.
Beija-me como um mar de magnólias
invade-me a terra, a lua e o sol!
Destrói os labirintos
constrói novos caminhos
reescreve o destino.
Segue-me de olhos vendados
porque a noite é amarga
e o deserto... infinito.

Alexandra.

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

De volta..

Após uma longa pausa...
aqui estou de novo para mais uma vez
tecer... esculpir... retalhar e dar
cor às palavras que pintam o meu Eu.
A todos que por aqui passaram, deixo
um sorriso do tamanho do Mundo.

Alexandra.

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

O Sonho

Entre os meus olhos e o sonho
entre o momento e o sono
Realidade efémera, abandono
em vidas paralelas me disponho.

Enlaces irreais tão fragilmente
renascem a cada desejo sombrio.
Doce viagem... éden perdido
no meu corpo secretamente.

E assim todas as histórias são minhas!
No seio da noite... talhadas.
Ergo castelos, derrubo muralhas.
Grandiosas como estrelas meninas.

Sonhar é um ter tudo sem ter nada.
Ser o bem e o mal, guerreiro imortal
memória sem rosto... anjo fatal!
Voar sem ter asas! Utopia mirrada.

Alexandra.

segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Fragmentos

Fragmentos de uma realidade abstracta
moldam-se, devorados pelo passar das horas
sedentas de palavras... sedentas de ti.
Horas rubras, mirradas de tempo!
Na partilha, a cúmplicidade de um sentir
de sentidos na incerteza de um depois.
Porque quanto mais me dou a conhecer
mais eu me desconheço!
Quanto mais em mim te encontras
mais em mim eu me perco.
Quanto mais tu me olhas
mais eu me escondo! Porque quando,
os meus olhos procuram os teus
numa rua vazia, perdido na multidão;
Encontro-te enfim, entre derrotas e vitórias!

Alexandra.

quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Alegorias

Quando a noite se veste de negro
Ela sabe que a contemplas!
Na tua janela de lendas perdidas
onde o céu se perde num olhar
e te sentes tão pequenino
perante tamanha imensidão.
Gestos cúmplices alegóricos
levam-te no mistério pensado
onde o tempo ancião, renasce
a cada passagem do vento.
Onde tu encontras...
A outra face da Noite.

Alexandra.

segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Segredos Ocultos

Segreda-me ao ouvido doces palavras
secretamente aprisionadas, na eternidade.
Descobre-me a cada anseio lascivo, de um
gesto... em olhares trocados a medo!
Dois mundos ocultos por uma realidade
transcendente, implícita na ausência.
Não quero ser a sombra que procuras
na penumbra dos teus passos solitários
que te conduzem por caminhos tortuosos!
Quero ser a cor dos teus segredos sombrios
a essência perfumada dos teus dias... ser
noite, na madrugada das tuas memórias.

Alexandra.

domingo, 25 de Novembro de 2007

Momentos Mágicos II


Juliana... beijinhos e um Especial agradecimento, por mais um Momento Mágico.

Alexandra.

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

O cair da Noite

Caiu a noite e com ela os sonhos
que um dia partilhamos!
A Lua vestida de branco, cantava
plangente a melodia que tu outrora
entre palavras e promessas
desfolhaste nos dedos!
Disseste entre palavras mudas;
O destino é cego
perdeu-se no labirinto do tempo!
Será que um dia se encontra?
E tu... esperas que as águas
corram a teus pés e te ensinem
onde está a verdade e a mentira?
Caí a noite...
Só na sua agonia, numa tristeza sem fim.

Alexandra.

segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Dark Angel


Passaste por mim como um vento frio!
Trazias contigo a tristeza do deserto
a quem um dia partilhei os meus segredos.
Nos olhos a revolta do mar em dias de tempestade
na alma, o sol ardente das tardes de verão!
Vem ter comigo esta noite...
O meu mundo, espera por ti!
Nas asas de um anjo vamos conhecer
um lugar infinito, onde as noites
não têm fim.

Alexandra.

domingo, 14 de Outubro de 2007

Maravilhas Virtuais...


Mary... um Beijinho e um Obrigada especial, pela atribuição deste prémio ao Lua de Pandora.

domingo, 7 de Outubro de 2007

Noite em mim


Despe-se a noite
noite de mim
onde um silêncio
lento e vazio
me sorve lentamente.
Apenas o Tic Tac do relógio
na sua dança melancólica
tenta vencer o silêncio.
Sonhos de papel, pintados
pelo cantar do vento
voam e chegam a ti!
Num deserto de palavras
adormeço... enfim.

Alexandra.

sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Podiamos!

Podia falar-te do mar
e da lua, contar estórias
de encantar até adormeceres.
E dizer baixinho que sou tua!

Mas a lua virou costas
e o mar, agitou-se sem rumo.
Podia-te dizer tanto
entre realidades tortas!

Enquanto o sonho toma conta de mim
Beijo-te em pensamento, como um anjo
embriagado, que perdeu as asas.
Podia dizer tanto, perdida assim!

Beber das palavras, sedenta
e dizer ao destino murmurando
que não se esqueça de nós.
Porque o tempo se acalenta!

Podia repetir tudo o que sabes
entre promessas feitas ao luar.
Num passo de estrela em estrela
a minha boca na tua mergulhar!

Alexandra.

domingo, 2 de Setembro de 2007

Despida!


Passei vi que choravas
segui o rasto das tuas lágrimas
e entrei no teu mundo secreto
feito de melodias prateadas.

Anjos sem asas cantavam
estrelas menina sorriam
traçando o céu de mil cores
atrás da lua se escondiam.

Beijei o teu olhar
despido e sedento
bebi da tua pele, e
adormeci no teu mar.

Alexandra.

segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Fragmentos!




Momentos que ficam eternamente num olhar, num gesto.
Sorrisos que tocam a alma, no mais fundo do nosso ser!
Pedaços de ti, que em mim habitam.. criando a mais linda
história, feita de tudo e de nada.
Fragmentos de mim, que vestem a noite e pintam o céu!

Alexandra.

quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Estórias...


Podia falar-te do mar
ou da lua!
Contar estórias de encantar
até adormeceres.
E dizer baixinho que sou tua!
Mas a lua virou costas
e o mar, está agitado... sem rumo.
Podia dizer tanta coisa
ou simplesmente contemplar-te
enquanto o sonho toma conta de ti!
Beijar-te o pensamento, como um anjo
embriagado, que perdeu as asas.
Podia dizer tanto,
beber das palavras e dizer ao destino
que não se esqueça de nós.
Podia... repetir tudo o que sabes
entre juras e promessas, feitas ao luar
num murmurar de estrela em estrela!

Alexandra.

segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Assim...

Cá estou eu mais uma vez, no meu cantinho
aquele que é só meu... o Dark side da Lua !
Quando as palavras não querem sair, porque
preferem o silêncio... um silêncio, que doí
mas que dá paz !
Vazia por dentro, porque as palavras
doêm nos dedos, e ferem a alma.
Como uma pedra que se atira ao mar
e depressa se arrasta até o fundo
onde o mistério das sombras, invade
o pensamento.
Porque entre o ir, e o ficar
entre o ser, e o não ser
na vontade de querer, e não querer
aparece a tua imagem, desfocada, como
uma miragem no deserto, que o tempo
com tempo...

Se encarregará de apagar, para Sempre!

Alexandra.

sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Casa dos Sonhos..


Numa casinha com vista para o mar, onde o sol desenhava a mil cores,
portas e janelas... e um misto de aromas a flores silvestres e jasmim,
envolviam o caminho que se perdia no horizonte.
Era assim a casa dos sonhos... perdida num lugar,
algures no canto da memória!
Ali, havia sonhos de todas as formas e cor!
Sonhos de criança, sonhos de encantar... uns de coragem, outros de esperança.
Alguns simples desabafos, outros porêm, o começar de uma nova Vida!
Sonhos esquecidos, perdidos, ou deixados para trás,
até encontrarem a sua realidade!
Porque, os sonhos são como estrelas, que dividem a ilusão da realidade.
E em certos momentos, da nossa vida achamos que perderam o brilho!
Mas continuam lá... Porque em cada sonho, uma estrela brilha,
iluminando as noites adormecidas, e colorindo os dias
de diferentes tonalidades e fragâncias
!

Alexandra.

quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Pedaços de Mim


Pedaços que juntos formam um todo.
O que sinto, o que penso, o que quero
o que não quero!
As minhas tristezas e alegrias
os meus medos, os meus extremos!
As minhas fraquezas, as minhas loucuras
a minha solidão... a minha ausência.
Os meus desejos, os meus devaneios
e as minhas vontades!
Metades de mim, que se vão encaixando
e se completam.
Memórias do que fui, espaços em branco
do que serei!
Sem receios ou ansiedades
descontroladas.
Que as horas e dias, passem entre si
como uma suave melodia, que embriaga
os meus sentidos.
Porque entre o sentir e o pensar
entre ser e o não ser...
Existe um "pedaço" daquilo que Sou
e do que não Sou!

Alexandra.

quarta-feira, 9 de Maio de 2007

O tempo... e os seus contratempos!


E como o Tempo também se engana...
Hoje, acordei com aquela sensação, que é, tão minha!
Monótono e nostálgico, são os adjectivos que dão cor, ao meu tempo...

Todos temos as nossas fases, comparando-as, as de uma Borboleta... que até atingir o seu estado de esplendor, sofre várias mutações. A minha fase de "esplendor" está, ainda longe de ser alcançada!
E tanta vez pergunto o porquê... na busca de certezas!
Talvez por um não querer, por um "medo" de encarar o mundo como ele realmente é!
Fico assim... eu e os meus pensamentos...
Refugio-me em mim mesma, na minha outra pele, tentando assim, enganar o tempo... á espera que este acalme, suavize... para poder assim, enfrentar os contratempos a que o tempo me submete!

Alexandra.

Deep... the Night


Deep in the darkness slumber
Endless sleep
Nothing moves inside my funeral suite
I feel the sun slip down as hunger strikes
Waking like being born
Here comes the night

All my senses awakened
By little demons
Taste the human heartbeat
Bittersweet...

Dont take long
To get back in the groove
Sharpen up you attitude
Get down with the moves
Dont look no stranger
In the eye
Walk across some trouble baby
Just walk on by

No tomorrow... take it right now
In the night I walk alone
In the night is where I belong
Take my flesh... Ill give you my soul
Hungry night keeps driving me on

Neon concrete jungle
Devour the weak the humble
Hear the city nocturne
Makes you burn

Slip on into darkness
Sharpen up your awareness
Get your seven senses working tonight

No tomorrow... take it right now

In the night I walk alone
In the night... thats where I belong
Take my flesh ... Ill give you my soul
Hungry night keeps driving me on...

Olhares

O meu Olhar é nítido como um girassol!
Tenho o costume de andar pelas estradas,
olhando para a direita e para a esquerda.
E de vez em quando olhando para trás.
E o que vejo a cada momento,
é aquilo que nunca antes eu tinha visto!
E eu sei dar por isso muito bem.
Sei ter o pasmo essencial,
que tem uma criança se ao nascer
reparasse que nascera deveras!
Sinto-me nascido a cada momento.
Para a eterna novidade do Mundo.
Creio no mundo como num malmequer.
Porque o vejo , mas não penso nele
porque pensar é não compreender!

O Mundo não se fez para pensarmos nele.
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para Ele e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar!
Amar é a eterna inocência
E a única inocência não pensar...

*Alberto Caeiro , em O Guardador de Rebanhos*

Um dos "meus" poemas preferidos.

Ausências...

Por muito tempo achei que a ausência é falta!
E lastimava , ignorante... a falta.
Hoje não a lastimo!
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim!
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência... Essa ausência assimilada
ninguém a rouba mais de Mim!


*Carlos Drummond de Andrade*

( ... )


Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos... como animais envelhecidos!
Se alguém chama por nós não respondemos
se alguém nos pede amor não estremecemos.
Como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos!

*Eugenio de Andrade*

Eros e Psique


A história de Cupido e Psique é, geralmente, considerada alegórica...
Psique era uma jovem tão linda, por quem Vênus passou a ter ciúmes... Então esta deu ordens a Cupido, para induzir Psique a apaixonar-se por alguma criatura de má aparência, porém o próprio Cupido tornou-se seu amante. Cupido deixou-a num palácio, mas somente a visitava na escuridão, e proibiu-a de o tentar ver!
Movidas pelo ciúme, as irmãs de Psique disseram-lhe que ele era um monstro e que a iria devorar .
Certa noite... Psique pegou numa lamparina e iluminou o quarto para ver Cupido adormecido.

"Excitada" diante da visão de sua beleza, ela deixou cair sobre Cupido uma gota do óleo da lamparina, e ele despertou. Por causa disso o deus abandonou-a, ressentido pela sua desobediência...
Sozinha e cheia de remorsos, Psique procurou o amante por toda a terra, onde várias tarefas difíceis, lhe foram impostas por Vênus. A primeira delas foi separar na escuridão da noite, as impurezas de um monte enorme de várias espécies de grãos... porém as formigas apiedaram-se de Psique e vieram em grande número para realizar a tarefa por ela. E assim, por um meio ou por outro, todas as outras tarefas foram executadas, excepto a última, que consistia em descer ao Hades e trazer o cofre da beleza usado por Perséfone.
Psique havia praticamente conseguido realizar a proeza, quando teve a curiosidade de abrir o cofre... este continha não a beleza, mas um sono mortal que a dominou! Entretanto Júpiter, pressionado por Cupido, consentiu finalmente o casamento deste com a amante, e Psiquesubiu ao céu.

"Embora sem um templo... embora sem altar"!

Psique em grego significa borboleta como alma. Não há alegoria mais notável e bela da Imortalidade da alma como a borboleta, que, depois de estender as asas, do túmulo em que se achava, depois de uma vida mesquinha e rastejante como lagarta, flutua na brisa do dia e torna-se um dos mais belos e delicados aspectos da Primavera. Psique é, portanto, a alma humana, purificada pelos sofrimentos e infortúnios, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade...
Desta união, nasceu a Volúpia.